Mesmo em períodos de crise e isolamento social, como o enfrentado em 2020 com a pandemia da Covid-19, o agronegócio brasileiro não parou. No campo, o trabalho continuou, especialmente no período de colheita da safra de grãos 2019/2020, que chegou a apontar recordes nacionais.
No entanto, enquanto alguns estados avançavam, o agronegócio gaúcho sofreu os efeitos devastadores da estiagem, que reduziu a produtividade e aumentou a pressão sobre os compromissos financeiros do produtor.
Impactos financeiros no campo
Com a queda na produção, os compromissos de custeio e investimento junto ao sistema financeiro e a fornecedores de insumos se tornaram um desafio. Além disso, contratos como o de arrendamento rural precisavam ser cumpridos em meio à instabilidade econômica.
Somado a isso, a pandemia trouxe queda no consumo e dificuldades econômicas gerais, aumentando a insegurança e a incapacidade de pagamento.
Buscando soluções junto ao governo e entidades de classe
Diante desse cenário, entidades representativas do agro no Rio Grande do Sul passaram a dialogar com o BNDES e o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em busca de medidas de apoio.
As propostas incluíam:
- Prorrogação e parcelamento de vencimentos de dívidas bancárias e privadas;
- Linhas especiais de capital de giro para cooperativas, cerealistas e revendas de insumos;
- Condicionar a liberação de crédito ao parcelamento das dívidas dos produtores.
Crédito rural e a possibilidade de prorrogação
O Manual de Crédito Rural (item 2.6.9) prevê a prorrogação do vencimento das parcelas quando comprovados prejuízos decorrentes de fatores climáticos, como a estiagem.
Para isso, o produtor deve:
- Formalizar o pedido antes do vencimento da parcela;
- Apresentar laudo técnico comprovando a queda de produtividade;
- Incluir documentos que embasem o pedido de prorrogação.
Essa medida pode ser fundamental para manter a atividade e evitar inadimplência.
Contratos privados e obrigações diversas
Além do crédito rural, outros contratos (como arrendamentos e fornecimento de insumos) também exigiram atenção. A recomendação, nesses casos, foi priorizar o diálogo entre as partes. Quando não há acordo, é necessária análise jurídica do caso concreto para identificar o melhor remédio legal.
Conclusão
Mesmo diante de crises sanitárias, estiagens e dificuldades econômicas, o agro brasileiro segue em frente. Porém, o produtor precisa estar atento às soluções jurídicas e financeiras disponíveis para evitar prejuízos maiores.
A assessoria especializada garante segurança na negociação de dívidas, na revisão de contratos e no acesso a linhas de crédito, protegendo a atividade rural em momentos de instabilidade.



